JOHN GREEN E A ESCRITA

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Boa tarde gente 🙂 Hoje vim oficializar o primeiro post do blog e resolvi falar sobre livros.

Eu sou totalmente apaixonada por livros. Confesso que não todos os gêneros – mas a grande maioria – e como essas últimas semanas foram marcadas de Cidades de Papel, resolvi falar um pouco sobre a escrita do autor, John Green (que faz aniversário no mesmo dia que eu, toca aqui o/\o), e a minha opinião sobre alguns de seus livros.

Para começar, Cidades de Papel – me pareceu um livro interessante à principio, um menino, uma menina, uma paixão e um mistério. Quem não gosta? (ainda não tive a oportunidade de ir assistir ao filme, espero que esteja legal, estou evitando ao máximo ouvir comentários sobre o filme para não estragar as “surpresas”)

Confesso que esperava um pouco mais da história, talvez por não querer acreditar que Margo era de fato meio perturbada psicologicamente (me desculpem, mas é!) mas afinal, que culpa tem Margo se Quentin tem uma imagem totalmente errada dela, pré-criada na infância? Ele acabou se apaixonando por uma ilusão (quem nunca).

Enfim, uma das frases que mais gosto no livro, é quando ela por fim está diante de Quentin e confessa estar errada sobre a imagem que ela tinha dele até então:

E então você me surpreendeu. Para mim você tinha sido apenas um garoto de papel por todos aqueles anos: um personagem de duas dimensões no papel e uma pessoa de duas dimensões na vida real, mas ainda assim, sem profundidade. Só que, naquela noite, você se provou uma pessoa de verdade. E acabou sendo tudo tão estranho, divertido e mágico que, assim que voltei para meu quarto, senti saudade de você. Eu queria voltar e ficar mais um pouco com você, conversar, mas já havia decidido ir embora, então eu não podia recuar. E, no último segundo, tive a idéia de fazer você ir até o Osprey. Para que ele ajudasse você a deixar de ser um gatinho medroso. (págs. 347/348)

Em suma, eu realmente gosto da escrita do John. Acho que ele escreve extremamente bem, é uma leitura fácil e gostosa – as vezes um pouco dramatizada demais – mas ainda assim, extremamente boa aos olhos.

Algumas vezes sinto que a história se arrasta, como em O Teorema Katherine – que na minha opinião, foi o pior livro dele até então lido, apesar de eu não ter lido todos – onde ele cria um personagem lunático que acredita que sua vida está rondado de nomes que o predestinam a coisas óbvias. Senti que faltou um personagem mais real. Eu nunca gostaria de ter um Colin na minha vida, perdão John.

É claro que o meu preferido de todos os tempos é A culpa é das Estrelas – não só por ter se tornado um grande clichê na minha vida – mas porque é um livro cheio de emoção e novidades. A cada página que eu virava, eu conseguia me emocionar e me prender de tal forma, que quase acreditei que estava na pele de Hazel. O jeito como ele relata os personagens – até mesmo o Peter – me faz querer conhece-los pessoalmente e ser amiga deles (acho que nos daríamos extremamente bem).

Enfim, poderia ainda achar imensas qualidades – e pequeninos defeitos – em suas obras (Quem é você, Alasca?, Deixe a Neve Cair ou até mesmo Will&Will) , e ainda assim seria uma grande fã de seu trabalho 🙂 o meu intuito aqui não é nem falar muita abobrinha sobre o que eu acho, e sim, sobre como a escrita desse cara me faz viajar para lugares e imaginar – o que eu faria se estivesse nessa situação? que lição eu posso tirar disto? porque ele age assim e não deste jeito? – como vários outros escritores fazem, mas que ele faz de um jeito diferente, por conseguir escrever de uma maneira o qual o jovem se entende – com exceção de Meg Cabot, que marcou minha vida desde os 12 anos e marca até hoje… mas isso é um assunto para outro post, hahah 😉

Para quem procura uma leitura gostosa e fácil ao mesmo tempo, indico esses livros maravilhosos – que apesar de atingirem mais um público juvenil, pode emocionar e inspirar qualquer idade.

E vocês, quais livros do John Green mais gostam? 🙂 deixem suas opiniões!

É isso, espero que tenham gostado. Ainda estou meio travada na escrita (T_T”) mas com o tempo isso passa hahah.

Um beijo, Lê.

“Venham depressa! Estou bebendo as estrelas”.

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22 comentários sobre “JOHN GREEN E A ESCRITA

  1. Luana Novais disse:

    Oi Lê, você deu início ao blog com o pé direito! Primeiramente por conta dessa foto, que eu adorei! Sou apaixonada por fotografia. rsss E claro, pela escolha do assunto a ser tratado. Livros são sempre amor e sempre nos completam! Quanto ao João Verde, li apenas “A culpa é das estrelas” e amei! Espero ter a oportunidade de conhecer um pouco mais do trabalho desse autor.

    Super beijo e sucesso.
    Luana
    http://psicoselliteraria.blogspot.com.br/
    @psicoseliteraria

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    • lethfreitass disse:

      Assisti ontem – aleluia – e me surpreendi. Eu gostei! hahha, achei que fosse ser bem paradinho, mas não é não, e mudaram uma coisinha ou outra, mas meio que preservaram a ideia do filme 😉 ele escreve muito bem, um dia, leia!! haha beijo

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  2. Carlinha Sobreira disse:

    Confesso que não li nenhum desses livros, mas chorei loucamente no filme “A culpa é das estrelas”. Agora a coisa mais engraçada que eu reparei, não sei se todo mundo reparou.. rs..
    Eu vi a Culpa é das estrelas e logo em seguida Divergente em uma noite qualquer em casa… e o ator Ansel Elgort trabalhou com a atriz Shailene Woodley, sendo o namorado dela e depois irmão. Cara, cortou bruscamente minha magia.. hahahahaha

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