UM DIA, EU RESOLVI MUDAR

10378243_836312469762024_6955717025497604799_nAbri o rascunho e ao mesmo tempo, meu coração.

Um dia, eu resolvi ser eu. Pensei: “deixa estar”.

Entenda, eu não sou uma pessoa de poucas palavras, não gosto de seguir os padrões, e também não gosto das coisas que agrada a maioria das pessoas. Eu gosto daquilo que não é convencional. Daquilo que ultrapassa as barreiras de estereótipos.

Um dia, eu resolvi mudar.

Mas se você acha que isso foi fácil, não foi. Aliás, não é. Eu ainda estou nessa mudança, ela é constante. Eu faço parte de um grupo de pessoas que não entendem o propósito a qual estão aqui. Faço parte desse grupo que, odeia clichês e melancolias, mas ao mesmo tempo, as ama e não vive sem. Faço parte desse grupo que não sabe se vai para a direita ou se vai para a esquerda. Nunca fui uma criança determinada, cheia de vida e vitalidade. Sempre fui… eu. Eu sempre preferi estar sozinha. Odiava brincar de pique-esconde. Eu queria mesmo era ficar no meu quarto, com minhas bonecas, meus livros e meus desenhos. Qual o mal nisso? Se a criança é quieta, ela é retardada. Se ela é extrovertida, ela é encapetada. Até pelo psicologo eu tive que passar, porque para os “adultos”, eu era uma criança deprimida.

E daí, conforme fui crescendo, sempre cresci nos padrões impostos pelas pessoas do que era o certo. Porque o certo era estudar, crescer, comer bem, brincar, fazer lição. O certo era planejar o cursinho, o pré-vestibular, a faculdade. E daí quando você menos perceber, já tem que estar com seu destino todo pronto na palma das mãos. E se você ousar mudar, você é literalmente apedrejado. As pessoas impõem que você precisa se formar-fazer faculdade- arrumar um bom emprego-casar-ter filhos-viver essa vidinha pra sempre. Você não pode mudar, você não pode ousar pensar.

Se eu acordar sem vontade de pentear o cabelo, sou desleixada. Se eu estiver com a sobrancelha para fazer, a perna para depilar, de blusa rasgada, eu sou largada, “sapata”.

Se eu quero cortar o meu cabelo mais curto do que o do meu namorado, sou tachada de “lésbica enrustida”. Sou estereotipada. Sou pré-conceituada. Se eu não quero fazer penteado “chique-igual-a-de-todas-as-meninas-da-sala” na minha formatura, se não quero usar salto alto, sou estranha, não sou feminina. Não me cuido. “Nossa, você rói unha? Nossa você só usa tênis” F O D A – S E.

Se eu decido parar de ser a menina que sempre cresceu a beira dos outros, decido parar de fazer as coisas que sempre me mandaram fazer, se eu decido pensar por mim e fazer comigo e com o meu corpo, o que me agrada, eu recebo broncas, olhares feios. Sou ignorada, recebo palavras maldosas, que as pessoas acham “que não tem nada demais”. Se eu acredito em Deus mas não quero ir a igreja, eu estou deixando de lado minha fé. Eu não sou digna da palavra Dele.

E aí de minha pessoa, se eu resolver falar o que me vem a cabeça. Sou taxada de grossa, arrogante. As pessoas acabam preferindo deixar de lado pessoas que lhe são verdadeiras. Elas não querem escutar aquilo que elas já sabem mas ninguém falou. Elas querem escutar apenas o que lhe as agradará.

E eu sempre medi tudo que vivi, falei, senti. Mas daí eu percebi que eu nunca vou poder agradar a todos. Eu nunca poderei agradar a todos e ser eu mesma ao mesmo tempo. E eu não quero ser nada além de mim.

Alma mole, vida dura”.

beijo, Lê.

Anúncios

118 comentários sobre “UM DIA, EU RESOLVI MUDAR

Tem algo pra compartilhar aqui? Deixe seu comentário! Vou adorar ler (e responder).

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s